quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Chegada do Bebê na Vida do Casal...


Ter ou não ter? Eis a questão...
Quem tem ama, adora, não troca por nada....sabe quão trabalhoso é, quão difícil é, quantas renuncias foram necessárias, quantos medos superados, incertezas, desejos, sonhos..cada dia uma delicia, uma conquista!

Quem não tem, idealiza, planeja, se organiza, pensa e repensa, a educação, cuidados e preocupação são infinitas, mas chega uma hora que o desejo desperta...

A vida se transforma...as pessoas se transformam, nasce uma mãe, um pai, avós e avós, tios e tias...a Família cresce e aos poucos vai ganhando uma nova configuração, num novo ritmo, com mais datas a serem comemoradas, com mais homenagens, com dia das mães, do pai...E por ai vai...

Sim, estamos falando da chegada de um bebê e todas as mudanças e papéis que nascem junto com ele.
Sempre converso com os pais, muitos aflitos sobre esse momento, e digo que não há receita, curso preparatório, livro ou filme...Nada disso vai te ensinar a ser pai ou mãe, nunca estamos 100% preparados, apenas nos organizamos, buscamos conhecer um pouco essa fase tão surpreendente da vida, buscamos sanar algumas dúvidas e curiosidades, e claro, nos organizamos financeiramente para a chegada do bebê...Mas apenas nos tornamos pais e mães quando de fato o "bebê esta a caminho" e mais ainda quando esta entre a família. As mudanças no corpo da mulher são inegáveis e nesse processo o papel de mãe e de pai já estão sendo construídos.

Por isso, toda aquela ansiedade e desejo de estar 100% preparados é na verdade uma ilusão que camufla nossos medos e inseguranças.

Penso que a gravidez é um momento que exige calma, tolerância e cumplicidade entre o casal, se há maturidade e o casal esta bem resolvido, tanto o bebê quanto o casal se saem muito bem, ambos em seu papel, e assim a tendencia é que a família cresça e se desenvolva num ambiente harmonioso, co clima amoroso e de equilíbrio emocional. Muitos preocupam-se em planejar a chegada do bebê, o que eu penso ser um aspecto favorável, visto que o planejamento e a organização permite que o casal amenize os indicies de ansiedade e preocupação, no entanto a noticia pode pegar alguns de surpresa, o que não precisa ser nenhum grande problema, desde que o casal esteja em sintonia e juntos posam se organizar para a chegada do bebê. Sempre gosto de ressaltar que somos seres com tendência ou habilidade a adaptação, e se não sair como sonhamos, sempre buscamos uma forma de nos adaptar, de melhorar a situação.

O que o casal não pode negar, é que mudanças vão ocorrer, desde o corpo da mulher, até a intimidade do casal e vida financeira...Essas mudanças não precisam ser de ordem negativas, se o casal conseguir compreende-las e respeitar um ao outro nessa fase nova da vida. Será necessário abrir este relacionamento que até então contava com apenas duas pessoas ( casal) para receber uma terceira pessoa, que vai requerer atenção, cuidados. Tudo isso se torna mai fácil se o casal estiver em harmonia, companheiros no sentido de um colaborar com o outro, dar espaço e ouvir os medos e aflições e compartilhar as responsabilidades e cuidados com o pequenino (a) que acaba de chegar.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Felicidade a Qualquer Preço

Bem, o título do post de hoje indica que estamos falando de uma sociedade que não mede esforços para ser feliz. E o que é essa tal felicidade, tão desejada? Onde ela esta? Como ela é? A sentimos, compramos, emprestamos??

São tantos questionamentos, e sem dúvida assim como eles, o desejo de ser feliz faz parte da vida de muitos. A felicidade no mundo contemporâneo em que vivemos, tornou-se um ideal, de forma geral, todos buscam por este ideal. E neste cenário onde a felicidade e qualidade de vida ganham cada vez mais enfase, a medicação também esta em foco, é um dos recursos mais utilizados pela população para alcançar bem estar, qualidade de vida, em outras palavras: felicidade. O consumo de medicações como Rivotril (lê-se tranquilizante/calmante de maior indicação para casos de ansiedades/pânico...), tem se destacado, e respondem à crença da conquista da felicidade através da medicação, como muitos diriam: "A se tivéssemos a pilula da felicidade...". Infelizmente, no que diz respeito a medicação, o Brasil é um dos dez maiores mercados de antidepressivos do mundo. A população consumiu no ano de 2008, mais de 24 milhões de "pilula da felicidade". Este número assustador e preocupante  não para de crescer, mas será que a felicidade se alcança através do consumo de antidepressivos, calmantes...?
Tenho percebido, que vivemos numa sociedade que valoriza tanto a  felicidade e que de forma geral não aceita o sofrimento, não aceita o que é estranho de se sentir, o que não é nomeado pela ciência... Quando nos sentimos mal, angustiados, tristes, ou mesmo ansiosos e estressados, procuramos logo por recursos, não nos permitimos sentir o que não é bom, e queremos sem dúvida nomear o que sentimos, um diagnóstico cai muito bem nesses casos, não é?!

Penso que não devemos nos acomodar com o sofrimento, com as angústias e questões mal resolvidas da nossa vida, mas também não precisamos nos apressar em busca da "cura", muitas vezes os sentimentos indesejáveis que nos causam sofrimento também nos ensinam algo. E sobre os recursos, penso que são tantos os possíveis antes de recorremos a dependência medicamentosa, ou exclusivamente medicamentosa.
A psicoterapia, por exemplo, sempre cai bem, tem papel importantíssimo para aqueles que desejam  ser felizes! E sobre a felicidade x psicoterapia, penso  que não é papel do psicólogo dar respostas ou se encarregar pela felicidade do paciente, mas acompanhar o paciente nesse processo de busca e questionamentos, mesmo porque, não existe uma regra ou uma receita válida para todos, o homem deve descobrir por si só aquilo que lhe satisfaz, ao psicólogo cabe auxiliar o paciente na descoberta de sua singularidade, e consequentemente descobrir o que lhe faz feliz, é uma longa caminhada, cheia de surpresas e desafios, nem sempre o que descobrimos sobre nós mesmos nos agrada, mas é preciso se conhecer, e também conhecer que recursos temos a nosso favor, sempre buscando nos aceitar, baseando-se no respeito e compreensão de nossa singularidade.

E você leitor, deve estar se perguntando, mas ela não vai responder aos questionamentos do inicio deste post, sobre felicidade?
Não. Porque a resposta desses questionamentos é algo que cada leitor vai responder a sua maneira, considerando a sua singularidade. E sobre a felicidade, como já mencionei, não existe regras, receitas, pilula, livro....É você, o que vai construir!









segunda-feira, 9 de junho de 2014

Nós e nosso Mosaico

Muitas pessoas procuram terapia pois anseiam em saber seu diagnóstico, ha uma necessidade em dar nome ao que se sente, e mais do que isso, ha uma necessidade em nomear o que nos é estranho, o que nos incomoda... é como se fosse uma necessidade de se encaixar num padrão da sociedade, por exemplo, os que tem TDAH, Transtorno de Pânico, Depressão... então por trás destes diagnósticos, muitos se sentem protegidos e acolhidos, e mais do que isso, não se sentem só, afinal quando nos é atribuído um diagnóstico acabamos fazendo pate de um grupo, cujo qual tem número expressivo em nossa sociedade. Além disso, as pessoas anseiam em saber as causas, quais as justificativas, o que poderia explicar  isso ou aquilo que sinto, o que "tenho", por que sou assim...Pensando nisso, dedico este post para expor o "porque" é uma tarefa tão delicada encontrar as causas exatas daquilo que nos incomoda, do que nos assusta e nos faz sofrer, ou da forma como somos e vivemos. E para além disso, quero buscar refletir, junto com vocês leitores, sobre essa necessidade quase que intrínseca de ter respostas para tudo...que muitas vezes passa de necessidade para obsessão.

Não saberia falar em diagnóstico, sem usar como exemplo essa arte, o mosaico. Sempre trabalho com a ideia de que somos como mosaico, até já falei aqui no blog sobre isso quando escrevi sobre subjetividade, que por sinal, tem tudo a ver com o post de hoje e com nosso mosaico!

Em nosso mosaico, cada peça diz respeito a algo especifico sobre nós, uma se refere a educação, outra aos sentimentos, as experiências, à nossa história dia após dia, outra se refere às coisas que vimos e ouvimos, as coisas que acreditamos, que gostamos ou não, nossas crenças e valores também fazem parte do nosso mosaico, e de forma expressiva ...e por ai vai, todas as peças juntas fazem ser quem somos, do jeito que somos.
Então nesse mosaico, parte do que somos, é proveniente das relações sociais, ou seja, nosso contato com os outros (família, amigos...), nessas relações aprendemos muitas coisas, principalmente regras, valores e crenças que são ensinados primeiramente pela família e mais adiante pela sociedade (escola, trabalho...). Sem dúvidas, cada parte desse mosaico que construímos dia após dia, é permeada pela nossa essência, ou como alguns autores diriam, nossa personalidade. Eu diria que é algo que já é nosso por natureza, nascemos com algumas características, é como se fosse nossa essência, algo que nos diferencia uns dos outros.

Isso explica porque ninguém é igual a ninguém, porque somos únicos e temos formas diferentes de viver e de sentir. E claro, isso justifica que quando adoecemos, não é somente porque uma pecinha do mosaico esta comprometida, mas sim porque elas juntas estão, de alguma forma elas se comunicam e estão interligadas, e quando algo não vai bem em nosso universo emocional e corporal, as pecinhas se comprometem entre si.

Pensando nisso tudo, acredito que tenha ficado claro que não somos resultados apenas do que aconteceu no passado, ou do que acontece em nossa casa/família, ou no trabalho...E desta forma, também acredito que a busca pelas respostas e justificativas por aquilo que somos, sentimos ou tememos não deve ser nosso principal objetivo. Que cansativo seria, estar a todo tempo procurando por respostas, na tentativa de explicar o que somos ou como somos...Algumas coisas devemos reconhecer em nós, analisar, aceitar, cuidar  e continuar a caminhada, nem tudo deve ser mudado, o que é nosso, é nosso e ponto.

Veja a figura abaixo, onde esta representado um mosaico, e reflita sobre o que constitui sua vida, quais as pessoas que fazem parte do seu mosaico, quais momentos, quais sonhos, quais medos....quais peças precisam ser remanejadas ou melhor cuidadas?!

Além disso separei uma imagem que gosto muito, e que nos chama atenção no sentido de respeitar a diferença, já que somos diferentes por natureza, e não ha nada erado com isso :)

Reflita!





quarta-feira, 28 de maio de 2014

Estamos preparados para lidar com a nova geração de jovens?!

"Falta de Limite"
"Desmotivação"
"Desobediência às regras"
"Descaso com os estudos"
"Medos e Ansiedades"

Mais recentemente, essas queixas referente a comportamento de crianças e adolescentes, por parte de pais e professores, tem ganhado força. Sem dúvida todas elas fazem parte da problemática desafiadora que envolve o processo de educar, e mais além disso o movimento de viver!

Acredito que tanto as famílias, quanto as escolas, precisam se reinventar e de alguma forma adaptar-se para poder acolher e conviver com essa nova geração de crianças e adolescentes. Isso não significa que devemos nos render e aceitar tudo, mas sim estar aberto para ouvi-los e dar voz a eles, permitindo que eles possam viver essa fase da vida da melhor maneira, amenizando conflitos e permitindo uma convivência mais harmoniosa.
Tenho pensado que nós enquanto adultos, podemos estar sendo exigentes demais com nossos jovens, queremos que nossas regras e limites sejam obedecidos, queremos que filhos e alunos contemplem nossas expectativas e que suas atitudes sejam de acordo com nossos desejos, com aquilo que julgamos certo e melhor.

Sera que estamos ouvindo o que eles tem a dizer? Ou não temos tempo para isso? Ou será que acreditamos que eles não tem nada a nos ensinar?
Estamos nós, enquanto família e escola, dando voz a seus medos, anseios e angustias?

Ou será que estamos vivendo na tentativa de encaixa-los num padrão de comportamento exemplar, desempenho social e escolar nota 10? ...Desta forma sufocando-os em meio a nossos desejos e exigências!
Precisamos dedicar alguns minutos para esta reflexão, sobre o que esperamos desta geração, sobre nossas exigências, nossas expectativas, que convivência estamos construindo e, nesse processo d educar refletir sobre nossos erros  acertos.



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Transtorno de Ansiedade de Separação


                            

Um número preocupante de queixas por parte dos pais provem das dificuldades que enfrentam para que os filhos queiram ficar na escola sem problemas. Pais e professores se perguntam, o que ha de errado em vir pra escola e permanecer nela?! O que tem nessa escola??

Eu diria, na verdade não é o que tem, e sim o que NÃO TEM, o que NÃO ESTA LÁ...(na escola)

É esperado que a criança sinta alguma insegurança ou medo quando se separa da mãe ou de outra pessoa que possa representar para ela uma figura de segurança, com quem tenha vínculo afetivo. No entanto, para algumas crianças essa experiência representa um sofrimento intenso e bastante significativo, que pode trazer prejuízos importantes para seu desenvolvimento. Esses casos fazem parte de um quadro chamado Transtorno de Ansiedade de Separação, onde crianças não conseguem ficar separadas dessa pessoa com quem possuem "especial"  vínculo afetivo, na maior parte dos casos essa pessoa é a mãe.

Para quem não sabe ao certo o que significa Transtorno de Ansiedade de Separação, procuro neste post de hoje apresentar informações que possam ser esclarecedoras e também que possam desmistificar um pouco as fantasias e crenças equivocadas que construímos acerca deste Transtorno. O objetivo não é preparar você leitor para fazer um diagnóstico e nem tão pouco, que acreditem que tudo é um transtorno. Acredito que um diagnóstico não deve ser um rótulo e nem tão pouco deve  ser o foco exclusivo do tratamento/terapia, a de se pensar para além do diagnóstico, por exemplo: O que faremos com isso?!
Gosto sempre de frisar que, para qualquer que seja o transtorno, este somente pode ser diagnosticado por profissionais (médico ou psicólogos), e devemos sempre levar em consideração o tempo e frequência dos sintomas, bem como o grau de sofrimento e prejuízos que sofre o individuo.

A característica essencial do Transtorno de Ansiedade de Separação consiste numa ansiedade excessiva envolvendo o afastamento de casa ou de figuras importantes de vinculação. Esta ansiedade esta além daquela esperada para o nível de desenvolvimento do individuo. Em alguns casos, os indivíduos/crianças sentem saudade extrema e chegam a sentir-se enfermos, devido ao desconforto ocasionado pelo afastamento de casa. As crianças alimentam pensamentos de que algo ruim pode acontecer com quem amam enquanto estão longe dessas pessoas ou longe de casa...Também expressam certo medo de se perderem e jamais rever os pais, medo de serem abandonadas. De um forma geral, essas crianças evitam estar longe de casa ou das pessoas que amam, relutam e recusam-se a comparecer na escola, visto que este é um lugar que exige que a criança permaneça longe de casa por um tempo considerável. Ha também a dificuldade em dormir sozinhos, precisam de alguém que permaneça ao seu lado até adormecerem.Os pesadelos podem se tornar frequentes, e além disso tudo, a criança pode apresentar queixas somáticas, ou seja, vômitos, febre, diarreia, dores, sem causa médica especifica.

Este transtorno pode vir a se desenvolver após alguma situação estressora vivida pela criança, por exemplo: morte de um familiar ou animal de estimação, doença de algum familiar, mudanças de bairro, escola...
É um transtorno mais específico da infância, e só deve ser diagnosticado até os 18 anos. Em geral, adolescentes e adultos atendem melhor aos critérios de Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno de Panico, Fobia Social....

Tanto o medo como ansiedade excessivos interferem na interação social da criança, prejudicando seu convívio com os colegas. A falta de socialização e a dependência dos pais são fatores que contribuem para a imaturidade da criança, não só na infância, mas também em sua futura idade adulta. A queda do rendimento escolar também é uma conseqüência bastante observada. Por isso, quando pais e professores percebem comportamentos semelhantes aos mencionados, é preciso que procurem ajuda especializada, e evitar que o tratamento seja tardio, afim de evitar que futuramente essa criança venha a desenvolver outros transtornos de ansiedade, principalmente o Transtorno de Pânico, visto que o Transtorno de Ansiedade de Separação pode ser um fator de predisposição.

De forma geral, nestes casos, como parte do tratamento acho muito válido estimular a autonomia e a independência desta criança e sem dúvida trabalhar a dinâmica familiar, afim de preparar os pais ara encorajar esta criança.

Em breve quero escrever sobre educação superprotetora e sua relação com transtornos de ansiedade em geral.

Espero que possam fazer boa leitura!
Até breve!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A escolha da Profissão!


A escolha da profissão tem sido cada vez mais um desafio para adolescentes, jovens e adultos que pretendem seguir uma carreira e dedicar-se a uma profissão. Em especial para os adolescentes que saindo do ensino médio, "obrigam-se" a escolher por uma profissão, sendo esse um desafio constante, que vem permeando nossas vidas muitas vezes desde a infância. Cada vez mais a sociedade em que vivemos tem nos cobrado uma profissão, a concepção de SER, tem se tornado ampla e dinâmica, não basta ser um funcionário e produzir, é como se tivéssemos que  nos aperfeiçoar e estudar num ritmo frenético...Certamente reflexo de uma sociedade um tanto ansiosa, por um mundo melhor, por coisas melhores...
Bem, é de se pensar o lado bom e ruim deste movimento da sociedade, pois de alguma forma a escolha por uma profissão nos move na busca por algo, seja pelo conhecimento, pelos nossos sonhos, enfim, é uma motivação que também atribui sentido a nossos dias!

Atualmente tem sido mais difícil para nossos jovens escolherem uma profissão, que carreira devem seguir.São tantas as opções, tantas áreas possíveis, e jã não nos basta os pais nos dizerem que profissão seguir, nós enquanto jovens queremos fazer nossas escolhas, queremos ser autores da nossa história!

Bombardeados por influencias que vem de todos os lados (mídia, família, escola...), é com certo medo, ansiedade e insegurança que muitos adolescentes caminham para esta escolha. Muitas vezes, a cobrança da família e da sociedade em geral, faz esse momento se tornar algo desagradável, e muitos desistem da escolha na metade no caminho, ou alienam-se ao desejo dos pais e escolhem por uma profissão que não condiz com seu real desejo. Por conta disso, muitos jovens tem procurado psicoterapia, com principal objetivo de encontrar uma orientação segura para suas escolhas. É muito enriquecedor o trabalho que nós psicólogos podemos fazer junto destes jovens que procuram orientação, é um trabalho dinâmico e ao mesmo tempo deve ser acolhedor e encorajador!
Lembrando que não só os adolescentes sofrem com essa questão, muitos adultos infelizes, insatisfeitos com seu trabalho também passam por isso, quando percebem que podem fazer novas escolhas e investir numa nova profissão, dar um novo sentido para a sua atividade ocupacional!
Como já mencionei aqui no blog, escolher não é uma tarefa fácil, naturalmente ficamos inseguros, com medo das consequência e nos cobrando fazer a escolha certa, o que gera ansiedade. No entanto, devemos compreender que a escolha que fizemos hoje não precisa ser algo determinante, definitivo para o restante da vida, temos a chance de mudar, fazer novas escolhas, se ariscar, cada dia é uma nova oportunidade que a vida nos concede...Afinal, como diz o velho ditado, "a vida é feita de escolhas".

Através da psicoterapia, é possível fazer um trabalho muito especial, uma orientação profissional que envolve testes, dinâmicas e muito diálogo. O primeiro passo é conhecer a si mesmo!
Esta ai mais um beneficio da psicoterapia!

Abraço e até breve!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Pais e Filhos!

Educar não é tarefa fácil,é um desafio eterno, assim como é uma responsabilidade, sem dúvida acompanhados de muita preocupação – SERÁ QUE ESTOU FAZENDO DO JEITO CERTO?
É preciso dar aos pequenos muito mais que amor e educação, é preciso encorajá-los para a vida, é preciso ensinar valores e crenças já existentes, é preciso prepará-los e em algum momento deixá-los voar, trilhar seu próprio caminho!
É dever dos pais preparar os filhos para a vida lá fora.
Muitos pais, por medo de serem rejeitados, ou por medo de causar um conflito, acabam permitindo tudo aos filhos, não negam nada a criança, e acabam sendo extremamente permissivos.

Que adulto se tornará essa criança?!
Como adulto, tudo terá que ser permitido para ele?
E quando jovem ou adulto, na hora que receber um NÃO, como ele vai se comportar?!

Nossos filhos amanha serão reflexo da educação que estamos lhes dando hoje. Por isso devemos sempre ter em mente, que as crianças não duram para sempre, que o bebê deixará de ser bebê, se tornará adolescente, jovem e adulto, e para viver plenamente precisará sair do ninho. É difícil para os pais admitir que o bebê não exista mais, mais difícil ainda é olhar para o filho e ver nele um adulto em formação, mas é preciso ter esse olhar e acima disso, prepará-los para que possam atravessar a caminhada da infância e adolescência e construir seu papel como adultos.

Educar também é capacitar os filhos para que possam resolver seus conflitos, suas dificuldades, para que possam superar seus medos e se aventurar pelos caminhos da vida. A família é o berço onde tudo isso começa, é com a família, em especial com nossos pais, que estabelecemos nosso primeiro vínculo, é na família que aprendemos a amar, respeitar, cuidar, compartilhar, e até brigar...entre tantas coisas. E é também a família que deve nos encorajar e nos capacitar para viver a vida.
Os pais devem ser muito cuidadosos no que diz respeito a educação, pois amar não deve ser sinônimo de super proteção, aliás a super proteção sufoca a criança e mais ainda o adolescente, eles se sentem incapazes, inseguros, se tornam pouco confiantes e tendem a serem reféns de seus medos e desenvolver uma imagem distorcida de si e do que realmente são capazes. Além da super proteção, outro problema bastante evidente nas famílias modernas, é a “infantilização”, é nada mais que aqueles pais que acham que o filho de 18 anos ainda é o bebê da casa, neste caso, os pais tendem a tratar o filho como criança, esses pais tendem a super proteger o filho e impedir que ele possa ter sua independência e autonomia, sendo essas duas características fundamentais para que possamos nos tornar adultos.

Contudo, sobre o processo e os desafios de educar, é melhor que os pais se preparem no sentido de uma educação libertadora, para que possam encorajar seus filhos a buscar por seus objetivos, seus sonhos, e que nesta trajetória sintam-se capazes de enfrentar seus medos e superar as dificuldades que surgirão. Para os pais, deve ficar claro que, se for necessário, será sua tarefa mostrar aos filhos que eles devem se desprender e levantar voo.

Muitas irão perguntar: “E existem pais que conseguem ser assim?”
“Existem pais que conseguem praticar essa tal educação libertadora?”
Eu diria, não importa se existem, ou quantos são o que realmente importa é que você possa ser esse pai ou e essa mãe, e que desta forma você possa fazer a diferença, no que diz respeito a educar e prepara nossos jovens para o futuro que virá.

Todo dia temos uma nova chance, de tentar de novo, de mudar de estratégia, de se arriscar...é preciso experimentar novas formas de olhar nossas crianças e jovens e também novas formas de prepará-los para a vida.
Sempre ha tempo para aprendermos algo!