Mostrando postagens com marcador grupo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador grupo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Meu Trabalho com Grupos

Uma de minhas paixões em ser psicóloga, além de atuar na clínica,  é poder trabalhar com grupo terapêutico. É algo que me realiza e possibilita crescimento profissional e pessoal. Como trabalho com adultos e adolescentes, os grupos terapêuticos que realizo são voltados para esse público. Recentemente finalizei um grupo terapêutico para pais, que por sua vez, foi um trabalho muito especial e rendeu bons resultados.

Nesse grupo em especial, a temática eram questões relacionadas a educação, convivência familiar e os papeis que desempenhamos.
Você deve estar se perguntando, mas o que é um grupo terapêutico?  É um encontro que possibilita diálogo sobre nossas vivências em grupo (família, trabalho...), sobre os diversos papéis que desempenhamos e as dificuldades inerentes a cada um. Além disso, é possível compartilhar conhecimentos e construir novas formas de olhar as questões relacionadas à educação e relacionamento familiar, bem como acolher os participantes e proporcionar suporte para suas queixas.

E o objetivo?
O grupo terapêutico, de forma geral tem como objetivo oferecer um espaço facilitador, onde podemos ser acolhidos, trocar experiências e reflexões. Promover oportunidade para que os participantes possam compartilhar suas dúvidas, ansiedades e medos referentes às questões relacionadas à educação, relacionamento familiar e demais. Possibilitar auto conhecimento e trabalhar no sentido de desenvolver relações mais saudáveis.

Por que é importante?
Somos seres em constante desenvolvimento e crescimento, e parte desta constante construção acontece através das relações que mantemos com o mundo e com as pessoas. Aprendemos coisas sobre nós mesmos ao se relacionar com os demais. Há uma necessidade natural por estar em contato com os demais, sendo família ou amigos. De forma geral, nunca estamos só, pois mesmo que estejamos fisicamente sozinhos, nosso pensamento estará sempre vinculado a outras pessoas e aos momentos que já vivemos ou viveremos com estas. Por conta disso, é essencial repensarmos a qualidade de nossas relações e melhorar aquilo que nos for possível.

Bem, acho que deu para dar uma clareada a respeito do que se trata um grupo terapêutico. Ele pode ser voltado para qualquer publico, desde crianças até adultos e pode ser trabalhado os mais diversos temas, assim o profissional pode dar sugestões e também ouvir do grupo sobre o que eles tem interesse em trabalhar nos encontros. Além do diálogo/troca de experiências , costumo enriquecer os encontros com dinâmicas que possibilitam o ví

nculo/entrosamento  entre os participantes, bem como auto conhecimento, relaxamento entre outros.

Se você leitor se interessou e quer saber mais sobre essa prática, não deixe de entrar em contato :)

Email: primelopsi@gmail.com

Cel: (47)9977 7867
Recepção de um dos Encontros
Grupo produzindo em um dos Encontros!



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

E se me Julgarem? E se eu não agradar?

Olá queridos leitores!

Aqui estou novamente com minhas reflexões. E no post de hoje escrevo um pouquinho sobre a qualidade de nossas relações interpessoais, então vamos lá :)

Estive acompanhando e analisando as visitas aqui do blog, coisas do tipo: quantos acessos por dia, por mês, de onde vêem essas visitas, e quais as matérias mais visualizadas, foi justamente ai que algo me chamou atenção.

Uma das matérias mais visualizadas tem como título: "Como você se vê e como os outros te vêem", este post trata sobre as diferentes formas de percebermos as pessoas, as coisas, o mundo. De forma geral, a maneira como você se caracteriza pode ser diferente da maneira que os outros te caracterizam, um exemplo, você pode se considerar dedicado, empenhado no que faz, e fazer de tudo para que os outros também pensem assim sobre você, mas não é bem assim que os colegas de trabalho ou a família te vê... Aí bate aquela desmotivação, tristeza, cansaço...
Bem, percebi que este post estava em destaque nas visualizações e então, num momento de reflexão sobre a prática clínica e todas as vivências que tenho estabelecido, pensei: "as pessoas estão muito preocupadas com o que os outros vão pensar sobre elas, sobre o que vão dizer, como vão julgar, se vão aceitar, recriminar, enfim... Vivemos alienados ao outro, na tentativa de agradar, surpreender e outras tantas coisas".

Penso que para viver em grupo, assim como vivemos em nossa sociedade (trabalho, escola, família), essa preocupação das pessoas tem algum sentido, afinal para viver em grupo, primeiramente devemos "ser aceitos", obedecer às regras e como diz o ditado, "dançar conforme a música". Mas por outro lado, percebo o quão cansativo e triste é, aquela pessoa que faz todo um investimento emocional e dedica-se em agradar os demais, muitas vezes fazendo algo que vai contra sua vontade ou valores, mas faz pela aceitação e para evitar julgamentos, ou as indesejáveis fofocas. E também há aqueles que tentam “dar conta de tudo”, para não dar margem aos julgamentos e dizeres alheios. Como estamos lidando com as pessoas? Sabemos expor nosso ponto de vista, nosso limite, nossas sugestões, críticas, atribuir um feedback??
Bem, fiquei a refletir, até quando essa forma de viver e conviver irá se manter não se sabe, cada um tem um tempo, um ritmo, e quando estamos na zona de conforto, qualquer mudança pode soar como algo terrível, mas penso que para muitos é possível que chegue uma hora em que se deseje ser quem de fato você é, sem preocupar-se com os demais. É mais confortável ser você mesmo, é o melhor papel que podemos desempenhar no palco da vida. É preciso sair da zona de conforto, e para algumas pessoas é uma tarefa difícil expressar o que se pensa, elogiar, criticar, e também o fato de descobrir-se, conhecer quem somos, como somos e aprender a lidar com isso. É uma tarefa desafiadora, mas vale a pena. Lembrando que este é um dos papéis fundamentais da terapia, permitir que você se descubra, e com isso possa viver de forma mais harmoniosa, fazendo uso do seu potencial, e aprimorando suas habilidades, inclusive as habilidades sociais que se referem de forma geral ao nosso desempenho ao se comunicar, além disso, a terapia pode auxiliar no processo de descobrir novas formas de viver e se relacionar... Sim, tudo isso é possível!

Experimente Terapia :)



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Orientação Profissional

Olá queridos leitores!

Hoje quero compartilhar com vocês algumas coisas sobre um trabalho super legal que estou desenvolvendo com estudantes do ensino médio, trata-se de um trabalho em grupo sobre orientação profissional!

O tema do trabalho é interessante para muitos dos estudantes de ensino médio, visto que esses estão deixando a escola e prestes a ingressar no mercado de trabalho, alguns pretendem  fazer uma faculdade, ou curso técnico, outros preferem continuar trabalhando e não pensam em estudar por enquanto...Enfim, cada um faz suas escolhas. Apesar de vivermos em uma sociedade que cultiva a qualificação profissional e de alguma forma as pessoas estão sempre se cobrando, no trabalho, nos estudos, na vida amorosa e por ai vai...Nem todos precisamos seguir os padrões da sociedade, as escolhas são nossas e somos livres para escolher!

Bem, falar em orientação profissional, é sobretudo falar sobre escolhas e sobre o futuro. Eu particularmente acredito que as escolhas não são tarefas fáceis, mas nunca as encarei como algo definitivo, que depois de escolhido não pudesse mais voltar atrás, ao contrário, toda escolha possibilita novas escolhas, se não estivermos gostando da faculdade, do curso ou do trabalho, o que nos impede de mudar? O que nos impede de tentar outro curso, outra área?
Quando falamos em escolhas e também sobre o futuro, percebi que existe um sentimento em comum no grupo, o medo!
Medo de errar, medo de se arrepender, medo de escolher algo que não era o que a família queria, medo de não gostar...Enfim, o medo é um sentimento comum diante do desconhecido, da necessidade de escolhas, assim como também é comum a ansiedade. Não vejo problemas em sentir medo ou ansiedade, mas não podemos nos tornar reféns deles. Não posso deixar de tomar decisões e buscar pelos meus sonhos por conta do medo, assim como não posso deixar a ansiedade me torturar e fazer com que eu comprometa minha qualidade de vida. Acho que temos a possibilidade para conviver com estes sentimentos sem nos prejudicarmos. Posso sentir medo ou ficar ansiosa, mas não e legal deixar que isso vire um pesadelo em minha vida e que me impeça de viver coisas novas..me aventurar pelos caminhos da vida!

Quanto mais conhecemos sobre nossas possibilidades melhor é para amenizarmos as expectativas, ansiedade e medos, assim conseguimos fazer nossas escolhas com mais tranquilidade e serenidade, sem fazer desse momento uma tortura.

Por isso no trabalho sobre orientação profissional, procuro conhecer as pessoas, saber sobre  o que elas gostam, o que desejam, do que tem medo, quais os planos para o futuro, habilidades e interesses e claro, conhecer quais são as opções de profissão que eles tem em mente, e assim construir junto com o grupo o conhecimento necessário sobre cada profissão e desta forma auxiliar nas escolhas de cada um com mais conhecimento e segurança! Todo esse trabalho pode ser feito através do diálogo, testes, dinâmicas e brincadeiras, é muito legal :)

Bem, posso dizer que trabalhar com grupo tem sido uma coisa que tem me fascinado. Durante os anos de faculdade não costumava me interessar muito pelo trabalho com grupos, sempre achei que era um trabalho que exigia muito dinamismo, habilidades com coordenação, criatividade, enfim....Acabei descobrindo, através desta prática, que o trabalho com grupo é muito bacana, é cheio de possibilidades e desafios, e estou amando!

Vale ressaltar que esse trabalho é possível tanto em grupo como individual. Esta ai mais um beneficio da terapia!

Um beijo e até breve!