Bem, nos últimos posts falamos sobre comunicação, compreensão...em geral, sobre as diferentes maneiras de cada um viver isso. Então, penso que não poderia deixar de relacionar essa temática com algo bastante pertinente quando o assunto é comunicação, relacionamento, etc.
Nossas expectativas! Que por vezes nos colocam em tremendas ciladas. Isso mesmo, quem nunca "caiu do cavalo" ou "levou um banho de água fria" ao esperar algo de alguém?!
É natural que criamos certas expectativas com relação as pessoas e nossos relacionamentos, só não deveríamos nos alienar a estas expectativas, pois não é responsabilidade do outro atender a nossos ideais, a nossos desejos. Nós idealizamos pessoas e relacionamentos, isso acontece das mais variadas formas, no trabalho, namoro, casamento, com os filhos, amigos... Quem nunca imaginou como seria o "patrão/marido/filho perfeito", e no dia-a-dia se depara com alguém que não atende muito bem aquela figura idealizada?!
Assim acontece nas mais diversas relações. Diante disso, o que acontece conosco então, nos frustramos.
Isso não quer dizer que não podemos mais criar expectativas, ou idealizar, só que devemos estar conscientes do que é nossa responsabilidade e do que é responsabilidade do outro, para não acabar exigindo que o outro atenda a todas nossas expectativas. Mesmo porque, os relacionamentos mais saudáveis consistem em parte, na compreensão, respeito e aceitação daquilo que somos, sem exigir muitas mudanças. Se existe uma grande necessidade de "mudar" alguém, esta na hora de uma pausa para reflexão.
Achei a tirinha acima na net, e penso que ela ilustra bem o assunto de hoje, não é?!
Até breve :)
O Blog PRIPSI, fala sobre psicologia, qualidade de vida, saúde, bem estar, conhecimento, pessoas.
Mostrando postagens com marcador gestalt terapia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gestalt terapia. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Comunicação Humana
"Em comunicação humana nada é óbvio. Não pense que aquilo que você entendeu é exatamente o que o outro tentou comunicar". (Marise Sampaio Dias)
É com esta frase que convido você leitor a refletir sobre a comunicação humana, de que forma você comunica o que sente, pensa e também como você compreende o que os outros te comunicam. Sem dúvida, tanto nossa compreensão quanto a maneira com que nos expressamos é intermediada por algo exclusivamente nosso, e por sinal já escrevi sobre isso aqui no blog, nossa subjetividade, nossa maneira única de ser.
Isso também vai de encontro com o último post, onde escrevi sobre as diferentes formas de perceber e/ou compreender as situações da vida, volto a ressaltar, cada qual com sua maneira única de ser, de sentir, de viver.
O que é importante saber, é que devemos ser responsáveis pelo que falamos e não pela compreensão que o outro irá fazer. É claro, que existem n maneiras de comunicar o que sentimos, pensamos enfim, e não existe certo e errado, existe a forma que cada um pode fazer. No entanto, algumas pessoas tem muita dificuldade em expressar-se, e acabam se atrapalhando muito quando o assunto é comunicação, ou ainda, deixam de expressar-se pois não sabem como fazer, por medo, insegurança...
Bem, vivemos num mundo que é pura comunicação, então não dá pra fugir. Vale ressaltar, que essa habilidade é algo que podemos aperfeiçoar, ajustar, para assim manter relações mais saudáveis, com o mundo, com as pessoas e claro, consigo mesmo.
Esta ai mais um beneficio da terapia!
Boa leitura e até a próxima :)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Mudança é Vida!
Olá queridos leitores!
Hoje estou passando para desejar uma boa noite a todos... e claro, também para convidá-los a refletir sobre a mensagem acima, que por sinal é uma mensagem que gosto muito e penso ter tudo a ver com esse movimento que é viver!
Quando conseguimos mudar a maneira como olhamos para determinadas situações, as coisas naturalmente mudam...Existem infinitas possibilidades de olharmos, percebermos e compreendermos uma determinada situação, as vezes somente julgamos, tomados pelo negativismo, desmotivação, raiva...enfim, tudo parece ruim. Mas e que tal olhar de uma forma diferente para aquele velho problema?!
Vamos experimentar, ao acordar amanha, ao invés de acordarmos chateados por ter de "enfrentar" mais um dia de trabalho, ou as tantas dificuldades do dia-a-dia e da vida, que tal encontrar uma forma diferente de pensar sobre o dia, para a vida?
As vezes faz bem, experimente!
Para finalizar, observamos as seguintes imagens:
Existem muitas coisas para serem percebidas em cada uma, cada um percebe aquilo que pode e como pode, e sempre haverão maneiras diferentes de olharmos para elas, assim como para as mais diversas situações de nossa vida!
Uma única situação e infinitas formas de compreende-la , de vive-la....
Bem, por hoje é só!
Até breve :)
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Adolescência, e agora?!
Além das queixas relacionadas aos comportamentos de filhos e alunos adolescentes, existem também as dúvidas sobre como lidar com eles de forma eficiente e menos conturbada.
Sempre afirmo ao trabalhar com famílias onde existem adolescentes, que nesta fase a família ganha um "novo membro", um filho novo, diferente, que já não é mais criança e ainda não é adulto, assim a família precisa se reinventar e encontrar novas formas de convivência, que possam ser acolhedoras, respeitando as diferenças entre os membros e sempre estimulando o diálogo. E se a família ganha um novo membro, esse adolescente também ganha uma nova família, que muitas vezes o estigmatiza, coisas do tipo "agora temos um aborrescente em casa" são muito comuns, e são causadoras de sofrimento para o jovem que vivencia os desafios desta fase. Além disso, o adolescente "ganha" um novo corpo, novo gosto musical, novas amizades, novos interesses..."Então, existe alguém novo dentro de mim, e eu não sei o que fazer com isso" (fala de um adolescente, apenas para ilustrar a angustia que pode ser experimentada nesta fase).
Uma autora escreve muito bem sobre adolescência, e escreveu em um de seus livros: "Na adolescência, a tarefa dos filhos é se diferenciar do ninho e construir uma identidade própria. Os pais procuram aquele filho que estava sempre por perto, afável, e encontram tudo mudado: a porta do quarto trancada, som em volume alto, cara amarrada" (Myrian Bove Fernandes em Clínica Gestáltica com Adolescentes, 2013).
É exatamente isso, nessa fase as coisas mudam, as pessoas envolvidas nesse processo mudam, é preciso compreender que o filho não será sempre criança, e para se tornar um adulto precisará viver a adolescência. A convivência familiar, tanto nesta fase como em todas as outras, deve ser regada de presença e participação dos pais, além de incentivo, encorajamento, muito diálogo e uma dose de proteção, para que os jovens possam assumir com segurança caminhos de responsabilidade, com orientação e carinho dos pais e professores.
Para uma convivência harmoniosa, um dos passos importantes é compreender, tanto a família, educadores como os adolescentes, que existe ai visões de mundo diferentes, permeadas por experiências diferentes, gerações diferentes em um tempo social e histórico diferente. Certamente o adolescente de hoje, não é o mesmo de vinte ou trinta anos atras. Sem ter consciência desta diferenciação, os adultos sofrem tentando compreender porque com seus filhos ou alunos é tudo tão diferente do que foi em seu tempo. Tanto as pessoas como a educação acompanham e são diretamente influenciadas pelas mudanças do tempo e da sociedade, por isso sempre enfatizo, é preciso se reinventar, não dá pra ficar sempre contando a historinha do Chapeuzinho Vermelho e acreditar que seu filho vai achar legal!
Outra conduta legal é mostrar para os filhos ou alunos, que os problemas ou conflitos que surgem em nossa trajetória, todos tem "solução" ou pelo menos uma forma mais harmoniosa de conviver com estes incômodos, não devemos dramatizar os acontecimentos e dar enfase para as intrigas entre amigos, fofocas, enfim, uma opção legal é apenas estar do lado deles conscientizando-os com tranquilidade e sabedoria. E não poderia deixar de mencionar como é importante o encorajamento nesta fase, encorajá-los a se expressar, a resolver seus conflitos, a superar seus medos, a fazer escolhas...Isso é fundamental!
Vale lembrar que cobranças e exigências devem ser ponderadas, afinal, se temos 17 anos é esperado agirmos com alguém de 17 anos e não alguém de 30, certo?!
E sobre o papel do psicólogo, penso que é no sentido de favorecer o crescimento pessoal dos membros da família, auxiliar a família a cultivar a união o diálogo e criar hábitos para tornar a convivência mais positiva e enriquecedora nesse momento do ciclo vital. Esta ai mais um beneficio da terapia :)
Boa Leitura! Espero que possam fazer suas reflexões!
Marcadores:
adolescente,
adolescentes,
convivência,
educação,
educadores,
família,
gestalt,
gestalt terapia,
professores,
psicologia,
psicoterapia,
reflexão
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Oração da Gestalt
Como já devo ter mencionado aqui no blog, minha orientação teórica é Gestalt Terapia, esta é a abordagem que embasa e norteia meu trabalho, no post de hoje quero dividir um poema bem legal com vocês leitores.
“Oração da Gestalt”, trata-se de um pequeno poema escrito por Frederick Perls, percursor da Gestalt Terapia, o poema é considerado uma síntese da sua visão sobre as relações interpessoais.
Muitos fazem a leitura e concluem que ha um individualismo exacerbado cultuado no poema, uma enfase no "eu", mas se nosso "eu" não estiver bem resolvido, em harmonia com aquilo que de fato somos, acreditamos, desejamos...que relacionamento será pleno? E mais, o poema também chama a atenção para as expectativas que lançamos sobre o outro e as relações que mantemos. Essas expectativas (aiaiai), temos que ter muito cuidado, pois elas nos cegam, vimos nos outros apenas aquilo que gostaríamos que ele fosse, e não de fato o que ele é. Assim parece que somente percebemos os "defeitos", aquilo que o outro deveria ser, dizer, sentir....e por ai vai, esquecemos que nós somos os únicos responsáveis por nossos desejos e ninguém tem obrigação de realiza-los. Além disso, nossas expectativas vão se tornando exigências, passamos a cobrar mais e desejar muito, isso pode sufocar qualquer relacionamento.
Penso que a interpretação e a compreensão é algo que passa pela nossa subjetividade, portanto, cada um terá a sua. Gostaria de compartilhar aqui este poema e permitir que façam suas reflexões acerca das relações que têm mantido e o que pensam sobre elas.
O poema, ou oração, como muitos chamam, é mais ou menos assim:

E ai, o que você achou??!!
“Oração da Gestalt”, trata-se de um pequeno poema escrito por Frederick Perls, percursor da Gestalt Terapia, o poema é considerado uma síntese da sua visão sobre as relações interpessoais.
Muitos fazem a leitura e concluem que ha um individualismo exacerbado cultuado no poema, uma enfase no "eu", mas se nosso "eu" não estiver bem resolvido, em harmonia com aquilo que de fato somos, acreditamos, desejamos...que relacionamento será pleno? E mais, o poema também chama a atenção para as expectativas que lançamos sobre o outro e as relações que mantemos. Essas expectativas (aiaiai), temos que ter muito cuidado, pois elas nos cegam, vimos nos outros apenas aquilo que gostaríamos que ele fosse, e não de fato o que ele é. Assim parece que somente percebemos os "defeitos", aquilo que o outro deveria ser, dizer, sentir....e por ai vai, esquecemos que nós somos os únicos responsáveis por nossos desejos e ninguém tem obrigação de realiza-los. Além disso, nossas expectativas vão se tornando exigências, passamos a cobrar mais e desejar muito, isso pode sufocar qualquer relacionamento.
Penso que a interpretação e a compreensão é algo que passa pela nossa subjetividade, portanto, cada um terá a sua. Gostaria de compartilhar aqui este poema e permitir que façam suas reflexões acerca das relações que têm mantido e o que pensam sobre elas.
O poema, ou oração, como muitos chamam, é mais ou menos assim:

E ai, o que você achou??!!
Assinar:
Postagens (Atom)

