domingo, 16 de novembro de 2014

Descobrir-se

Mensagens para Facebook Mesmo quando tudo parece desabar

Descobrir que a responsabilidade por nossas escolhas, estilo de vida, relações ...é nossa e não do outro, que cabe a mim ser bem resolvida, feliz, segura, confiante e não ao outro...não é tarefa fácil, mas é possível!

E é maravilhoso quando vejo as pessoas durante o processo psicoterapêutico se descobrindo, tomando consciência sobre si e sobre suas responsabilidades. Desta forma exercem seu papel de protagonista na vida, valorizando seu papel e decidindo que rumo as coisas devem tomar. Quando tomamos consciência de nossa responsabilidade tudo parece fluir com mais tranquilidade, aprendemos que somos nós que devemos escolher quem deve caminhar ao nosso lado, e que trajeto faremos, além de decidir como estaremos agindo na caminhada da vida.

De inicio essa responsabilidade pode assustar, pois infelizmente nos acostumamos a viver esperando pelos outros...que os outros nos façam felizes, nos compreendam, nos aceitem, nos complete... e o mais triste, que atendam aos nossos ideais, sendo exatamente como imaginamos... E por conta dessa espera, muitas vezes saímos frustrados.
Então, quando percebemos que somos nós que devemos estar no controle, podemos nos assustar, mas de alguma forma, depois de experimentar tal responsabilidade, as pessoas sentem-se plenas, atuantes em sua vida, e isso vale qualquer esforço :)

Experimente os benefícios da psicoterapia!

Descubra-se!



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Nosso Universo

Finalizando mais uma semana, parei um momento para refletir sobre as experiências vivenciadas no decorrer desta semana. Sempre ha algo novo que experimentamos em nossas vivências, e o simples fato de nos relacionarmos com os outros e com o meio onde vivemos, já nos possibilita aprender muita coisa sobre nós e sobre eles. Somos dotados de sentimentos e emoções e cada relação que mantemos, desperta em nós algum sentimento. Muitas vezes as pessoas ficam assutadas com as "divisões" que ocorrem dentro de si, as pessoas tem dificuldade de compreender e aceitar os diversos aspectos que nos fazem ser quem somos, assim como os papeis que desempenhamos. Sempre gosto de trabalhar com os pacientes a questão dos papeis que desempenhamos e a maneira com desempenhamos cada um. É claro, que somos uma única pessoa que desempenha vários papeis e em cada um deles nos comportamos de forma diferente, assim como experimentamos emoções diferentes. Somos filha/o, estudante, amiga/o, irmã/o, namorada/o, profissionais... É um universo que nos habita e que nós também habitamos, recíproco não é?!
De fato um influencia o outro, e assim vivemos, alguns dando conta deste universo outros não, já parou pra refletir sobre tudo isso? Os papeis que desempenha, como sente-se em cada um, o que tem feito com seu universo?!

Eu, pensando sobre tudo isso,  conclui que temos em nós um universo imenso de sentimentos, emoções, desejos... e por ai vai!!!


Boa Leitura!


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Ensaio Sobre a Cegueira


E se de repente sua visão fosse tomada por uma forte luz branca, que te impedisse de ver o mundo e as pessoas com seus próprios olhos?!

Uma "treva branca"que te impedisse de olhar para aqueles que amas, para a chuva caindo do céu, para o sol nascendo ou se pondo, para o mar...

Angustiante não é?!

Mas vale a reflexão, e por isso hoje aqui no blog, quero indicar um livro chamado Ensaio Sobre a Cegueira, do renomado José Saramago. Além da leitura do livro, também quero indicar o filme originado desta obra, cujo diretor é Fernando Meirelles.

Excelente livro e filme, que nos levam a refletir sobre nossa condição e experiências de vida. Tenho pensado sobre como somos dependentes de nossos sentidos, e como eles nos guiam diante da vida, e por vezes, em meio a correria do dia-a-dia deixamos de prestar atenção em tantas coisas ao nosso redor, sons, cores, sensações, cheiros, gostos... Reflita!
E para finalizar esse post escrevo aqui uma citação do livro, simples porém instigante, "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara".

Ensaio Sobre a Cegueira : foto
Filme

Ensaio Sobre a Cegueira : foto
Filme

Capa do Livro




segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Meu Trabalho com Grupos

Uma de minhas paixões em ser psicóloga, além de atuar na clínica,  é poder trabalhar com grupo terapêutico. É algo que me realiza e possibilita crescimento profissional e pessoal. Como trabalho com adultos e adolescentes, os grupos terapêuticos que realizo são voltados para esse público. Recentemente finalizei um grupo terapêutico para pais, que por sua vez, foi um trabalho muito especial e rendeu bons resultados.

Nesse grupo em especial, a temática eram questões relacionadas a educação, convivência familiar e os papeis que desempenhamos.
Você deve estar se perguntando, mas o que é um grupo terapêutico?  É um encontro que possibilita diálogo sobre nossas vivências em grupo (família, trabalho...), sobre os diversos papéis que desempenhamos e as dificuldades inerentes a cada um. Além disso, é possível compartilhar conhecimentos e construir novas formas de olhar as questões relacionadas à educação e relacionamento familiar, bem como acolher os participantes e proporcionar suporte para suas queixas.

E o objetivo?
O grupo terapêutico, de forma geral tem como objetivo oferecer um espaço facilitador, onde podemos ser acolhidos, trocar experiências e reflexões. Promover oportunidade para que os participantes possam compartilhar suas dúvidas, ansiedades e medos referentes às questões relacionadas à educação, relacionamento familiar e demais. Possibilitar auto conhecimento e trabalhar no sentido de desenvolver relações mais saudáveis.

Por que é importante?
Somos seres em constante desenvolvimento e crescimento, e parte desta constante construção acontece através das relações que mantemos com o mundo e com as pessoas. Aprendemos coisas sobre nós mesmos ao se relacionar com os demais. Há uma necessidade natural por estar em contato com os demais, sendo família ou amigos. De forma geral, nunca estamos só, pois mesmo que estejamos fisicamente sozinhos, nosso pensamento estará sempre vinculado a outras pessoas e aos momentos que já vivemos ou viveremos com estas. Por conta disso, é essencial repensarmos a qualidade de nossas relações e melhorar aquilo que nos for possível.

Bem, acho que deu para dar uma clareada a respeito do que se trata um grupo terapêutico. Ele pode ser voltado para qualquer publico, desde crianças até adultos e pode ser trabalhado os mais diversos temas, assim o profissional pode dar sugestões e também ouvir do grupo sobre o que eles tem interesse em trabalhar nos encontros. Além do diálogo/troca de experiências , costumo enriquecer os encontros com dinâmicas que possibilitam o ví

nculo/entrosamento  entre os participantes, bem como auto conhecimento, relaxamento entre outros.

Se você leitor se interessou e quer saber mais sobre essa prática, não deixe de entrar em contato :)

Email: primelopsi@gmail.com

Cel: (47)9977 7867
Recepção de um dos Encontros
Grupo produzindo em um dos Encontros!



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Um dia você aprende de Willian Shakespeare

Olá queridos leitores,

Hoje quero compartilhar com vocês um poema que acho muito bonito, vale a pena a leitura e reflexão!

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança ou proximidade. E começa aprender que beijos não são contratos, tampouco promessas de amor eterno. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos radiantes, com a graça de um adulto – e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, pois o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, ao passo que o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol pode queimar se ficarmos expostos a ele durante muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe: algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e, por isto, você precisa estar sempre disposto a perdoá-la.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la; e que você, em um instante, pode fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que, de fato, os bons e verdadeiros amigos foram a nossa própria família que nos permitiu conhecer. Aprende que não temos que mudar de amigos: se compreendermos que os amigos mudam (assim como você), perceberá que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou até coisa alguma, tendo, assim mesmo, bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito cedo, ou muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos; aprende que as circunstâncias e os ambientes possuem influência sobre nós, mas somente nós somos responsáveis por nós mesmos; começa a compreender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que se pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto. Aprende que não importa até o ponto onde já chegamos, mas para onde estamos, de fato, indo – mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.

Aprende que: ou você controla seus atos e temperamento, ou acabará escravo de si mesmo, pois eles acabarão por controlá-lo; e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada ou frágil seja uma situação, sempre existem dois lados a serem considerados, ou analisados.

Aprende que heróis são pessoas que foram suficientemente corajosas para fazer o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências de seus atos. Aprende que paciência requer muita persistência e prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, poderá ser uma das poucas que o ajudará a levantar-se. (…) Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido: simplesmente o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante você mesmo seu jardim e decore sua alma – ao invés de esperar eternamente que alguém lhe traga flores. E você aprende que, realmente, tudo pode suportar; que realmente é forte e que pode ir muito mais longe – mesmo após ter pensado não ser capaz. E que realmente a vida tem seu valor, e, você, o seu próprio e inquestionável valor perante a vida

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Parábola da Borboleta


Ha quem diga que tudo tem seu tempo, seu momento. Algumas coisas não podem ser apressadas, devemos ter cautela e serenidade para compreender e poder esperar pelo tempo. Isso não significa tomar uma postura pacífica e acomodada, esperando milagres do tempo, nossas responsabilidades e escolhas são inegavelmente nossas, mas devem acontecer no tempo certo, e devem ser feitas exclusivamente por nós, no nosso ritmo e a nossa maneira,  procurando sempre esperar o menos possível dos demais e permitindo o menos possível que os outros nos apressem em nosso processo de amadurecimento ou escolha.
Cada coisa no seu tempo, desta forma, se formos mais cautelosos a tendência é ter uma vida mais tranquila, e a medida que vamos nos conhecendo e descobrindo nosso potencial, mais fácil se torna o viver. Quando conseguimos nos manter calmos e serenos, tomamos decisões mais seguras e sem pressa conseguimos fazer escolhas mais sensatas e nosso crescimento pessoal flui de forma saudável e satisfatória.

De modo geral, nossas atitudes e escolhas exigem de nós muito mais que paciência e sabedoria, exigem também certo esforço. Penso que o esforço é necessário para o nosso crescimento e fortalecimento.
Se vivêssemos a nossa vida sem passar por quaisquer obstáculos, talvez não conseguiríamos ser tão fortes quanto podemos ser. Não conheceríamos nosso potencial, não saberíamos sobre nossas habilidades e recursos. Concluindo minha reflexão, gostaria de convidar vocês leitores para a leitura e reflexão da parábola abaixo


Boa Leitura...

Parábola da Borboleta

Certo dia, um homem estava no quintal de sua casa e observou um casulo pendurado numa árvore. Curioso, o homem ficou admirando aquele casulo durante um longo tempo.
Ele via que a borboleta fazia um esforço enorme para tentar sair através de um pequeno buraco que havia no tal casulo. No entanto, sem sucesso e depois de algum tempo, a borboleta parecia que tinha desistido de sair do casulo, as suas forças haviam se esgotado.
O homem, supondo a aflição dela para querer sair do casulo resolveu ajudá-la: pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo para libertar a borboleta.
Então, a borboleta saiu facilmente, mas seu corpo estava murcho e as suas amassadas.
O homem, feliz por ajudá-la a sair, ficou esperando o momento em que ela fosse abrir as asas e saísse voando, mas nada aconteceu.
A borboleta passou o resto da sua vida com as asas encolhidas e rastejando o seu corpo murcho.
Nunca foi capaz de voar...
O homem então compreendeu que o casulo apertado e o esforço da borboleta para conseguir sair de lá, eram necessários para que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas para fortalecê-las e ela poder voar assim que se libertasse do casulo.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Adolescência, e agora?!


Frequentemente pais e educadores queixam-se pelas dificuldades em lidar com os adolescentes. De fato essa fase é complexa, requer tolerância e sabedoria de quem já é adulto e precisará acolher esse adolescente. No entanto, apesar de ser uma fase difícil, é necessária para o processo de desenvolvimento humano, ninguém se torna adulto antes mesmo de ser criança e posteriormente adolescente.

Além das queixas relacionadas aos comportamentos de filhos e alunos adolescentes, existem também as dúvidas sobre como lidar com eles de forma eficiente e menos conturbada.

Sempre afirmo ao trabalhar com famílias onde existem adolescentes, que nesta fase a família ganha um "novo membro", um filho novo, diferente, que já não é mais criança e ainda não é adulto, assim a família precisa se reinventar e encontrar novas formas de convivência, que possam ser acolhedoras, respeitando as diferenças entre os membros e sempre estimulando o diálogo. E se a família ganha um novo membro, esse adolescente também ganha uma nova família, que muitas vezes o estigmatiza, coisas do tipo "agora temos um aborrescente em casa" são muito comuns, e são causadoras de sofrimento para o jovem que vivencia os desafios desta fase. Além disso, o adolescente "ganha" um novo corpo, novo gosto musical, novas amizades, novos interesses..."Então, existe alguém novo dentro de mim, e eu não sei o que fazer com isso" (fala de um adolescente, apenas para ilustrar a angustia que pode ser experimentada nesta fase).

Uma autora escreve muito bem sobre adolescência, e escreveu em um de seus livros: "Na adolescência, a tarefa dos filhos é se diferenciar do ninho e construir uma identidade própria. Os pais procuram aquele filho que estava sempre por perto, afável, e encontram tudo mudado: a porta do quarto trancada, som em volume alto, cara amarrada" (Myrian Bove Fernandes em Clínica Gestáltica com Adolescentes, 2013).
É exatamente isso, nessa fase as coisas mudam, as pessoas envolvidas nesse processo mudam, é preciso compreender que o filho não será sempre criança, e para se tornar um adulto precisará viver a adolescência. A convivência familiar, tanto nesta fase como em todas as outras, deve ser regada de presença e participação dos pais, além de incentivo, encorajamento, muito diálogo e uma dose de proteção, para que os jovens possam assumir com segurança caminhos de responsabilidade, com orientação e carinho dos pais e professores.

Para uma convivência harmoniosa, um dos passos importantes é compreender, tanto a família, educadores como os adolescentes, que existe ai visões de mundo diferentes, permeadas por experiências diferentes, gerações diferentes em um tempo social e histórico diferente. Certamente o adolescente de hoje, não é o mesmo de vinte ou trinta anos atras. Sem ter consciência desta diferenciação, os adultos sofrem tentando compreender porque com seus filhos ou alunos é tudo tão diferente do que foi em seu tempo. Tanto as pessoas como a  educação acompanham e são diretamente influenciadas pelas mudanças do tempo e da sociedade, por isso sempre enfatizo, é preciso se reinventar, não dá pra ficar sempre contando a historinha do Chapeuzinho Vermelho e acreditar que seu filho vai achar legal!

Um dos pontos fundamentais que costumo ressaltar no trabalho com famílias e adolescentes, diz respeito a como conviver no dia-a-dia, penso que não existe receita nem mesmo mágica. No entanto, de forma geral, o mais indicado é procurar respeitar essa fase evitando estigmatização e rótulos do tipo, "mal humorado", "aborescente", "rebelde"....Afinal, ninguém é mal humorado sempre, ou estressado sempre, existem momentos ou ocasiões que nos sentimos assim, mas isso não deveria nos definir enquanto pessoas, nem da adolescência e nem na vida adulta. É preciso construir formas de conviver e educar, e isso é uma coisa que se diferencia em cada família, pois deve ser levado em conta as crenças e valores de cada grupo, não é algo feito da noite para o dia, requer envolvimento, persistência e paciência.
Outra conduta legal é mostrar para os filhos ou alunos, que os problemas ou conflitos que surgem em nossa trajetória, todos tem "solução" ou pelo menos uma forma mais harmoniosa de conviver com estes incômodos, não devemos dramatizar os acontecimentos e dar enfase para as intrigas entre amigos, fofocas, enfim, uma opção legal é apenas estar do lado deles conscientizando-os com tranquilidade e sabedoria. E não poderia deixar de mencionar como é importante o encorajamento nesta fase, encorajá-los a se expressar, a resolver seus conflitos, a superar seus medos, a fazer escolhas...Isso é fundamental!
Vale lembrar que cobranças e exigências devem ser ponderadas, afinal, se temos 17 anos é esperado agirmos com alguém de 17 anos e não alguém de 30, certo?!

E sobre o papel do psicólogo, penso que é no sentido de favorecer o crescimento pessoal dos membros da família, auxiliar a família a cultivar a união o diálogo e criar hábitos para tornar a convivência mais positiva e enriquecedora nesse momento do ciclo vital. Esta ai mais um beneficio da terapia :)

Boa Leitura! Espero que possam fazer suas reflexões!